sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Teste: O que é que o Pai Natal lhe vai trazer?

Boa!

Teias de Sonhos


Depois de ter traduzido a Trilogia das Jóias Negras, já foi publicada a obra que também traduzi e que é composta por quatro histórias que complementam a trilogia e trazem novas abordagens às personagens e ao universo criado por Anne Bishop.

Dominó de quê?

Perguntou-me a Sara o que eu queria de presente para o Natal, ao que respondi: "Uma abdominoplastia". Resposta óbvia: "Dominó de pastilhas?!"

A minha lista de Natal

Face às recorrentes perguntas: "O que queres para o Natal?", aqui vai a minha modesta e egoísta lista:

- Abdominoplastia ou Lipo
- Viagem a país tropical, de preferência Bora Bora ou equivalente
- Uma casa na praia
- Uma tatuagem
- Produtos da Emily, quase impossíveis de encontrar por cá
- Moldura digital
- Eric Draven/The Raven em estatueta
- Estatuetas de fadas e afins que estão na Byblos…
- A casa sempre limpa
- As fotos organizadas
- CDs, filmes e livros são sempre bem-vindos, embora já não consiga dar conta daqueles que andam cá por casa...
- Relógios (claro!)
- Pilhas de relógio eternas, para que não se esgotarem todas ao mesmo tempo
- Menos carros nos passeios
- Mais respeito entre as pessoas, o que implica bom senso e solidariedade
- Consultas médicas mais baratas
- Abastecimento gratuito e para toda a vida de Actimel e gelados
- Locais sem fumo!
- Doces que não engordem, mas que saibam bem!
- Uma mansão de 10 assoalhadas, sem contar com ginásio e piscina
- O primeiro prémio do Euromilhões em semana de Jackpot, sendo a única totalista

Se calhar estou a pedir demais... Vá lá, talvez não precise da moldura digital...

Os quatro elfos dançarinos!

Aqui estamos nós, em elfos. Obrigada, Carla.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Eu, o Armando e a Ana?!

Ainda a propósito do concerto dos Xutos, aconteceu uma história engraçada. Convidei a Ana Pitti para ir ao concerto, mas por não ter conseguido baby-sitter para a Madalena, não pôde ir. Ora, andei à volta do Campo Pequeno à procura de candidato para o bilhete quando, já prestes a desistir e a encaminhar-me para o cinema, eis que oiço alguém a dizer que era uma pena estar esgotado e que não sabia o que fazer. Logo respondi: "Eu tenho um bilhete a mais!". Foi uma explosão de alegria e logo ali efectuámos a transacção. O comprador não se cansava de dizer que estava muito feliz e agradeceu-me milhentas vezes. Depois de uma troca de palavras fiquei a saber que era alentejano de Vila Viçosa, que também assistira aos concertos em Évora, como eu. Durante o concerto fiquei entre o Armindo e o Armando e foi muito divertido! Os alentejanos são assim: alegres, generosos e solidários. É assim a vida, sempre com pequenas surpresas, por isso, Ana, não fiques triste pois com a tua ausência fizeste alguém muito feliz.

As nossas preces foram ouvidas!


Peter Jackson vai produzir "The Hobbit"

A notícia de que as divergências com os estúdios foram ultrapassadas e que o realizador vai transpor para o cinema o romance de Tolkien que antecede "Senhor dos Anéis" está a deixar os fãs eufóricos.
Inúmeros fãs expressaram na Internet o seu entusiasmo com a notícia de que Peter Jackson vai participar, como produtor, nos dois filmes baseados em "The Hobbit", o romance de Tolkien que antecede e introduz algumas das personagens de "Senhor dos Anéis".
O acordo para os dois filmes, que devem entrar em fase de produção em 2009, foi alcançado após ultrapassadas as divergências entre Jackson e os estúdios New Line Cinema. Há cerca de um ano, diferendos em relação ao "cachet" levou a que o realizador da trilogia de "Senhor dos Anéis" tivesse entrado em ruptura com os estúdios. Jackson processou a New Line, alegando que não lhe tinham pago a sua fatia dos lucros relativa ao primeiro filme da trilogia. Representantes do estúdio contactaram depois a produtora de Jackson para lhes comunicar que os seus serviços já não seriam solicitados para a adaptação dos novos filmes baseados no romance "The Hobbit".
"Estou muito satisfeito por termos deixado as nossas divergências para trás, de modo a ser possível iniciar um novo capítulo com os velhos amigos da New Line", declarou agora Jackson. Bob Shaye, co-presidente da New Line, manifestou-se igualmente satisfeito com o acordo, referindo a "paixão, carinho e talento" que Jackson traz para os seus filmes.
Contudo Jackson, que durante a fase de ruptura com a New Line Jackson havia anunciado que irá levar a cabo uma trilogia de Tintin com Steven Spielberg, não irá realizar os dois filmes sobre Hobbit, participando como produtor executivo. A identidade do realizador dos dois filmes (que tal como aconteceu com "O Senhor dos Anéis" serão rodados em simultâneo) ainda é desconhecida. O primeiro filme deverá estrear em 2010 e o segundo no ano seguinte.
por Alexandre Costa in Expresso

20 anos do Circo de Feras


Lembro-me claramente do primeiro concerto a que assisti. Tinha 15 anos e foi nas piscinas de Évora, de roupa preta e lenço vermelho atado ao pulso. Com o meu irmão, a malta de Casa-Branca e outros tantos de Évora. Os Xutos tinham lançado o "Circo de Feras" e esta noite ficou gravada indelevelmente na minha memória. De regresso ao presente, senti-me num autêntico "Regresso ao Futuro" ao contemplar o mar de cabeças grisalhas na plateia do Campo Pequeno (embora muitos elementos de gerações mais novas também marcassem presença) que cantavam em uníssono criando uma ambiente excepcional, de levar às lágrimas. Não foram horas saudosistas, foram momentos de afirmação de uma geração que continua firme e hirta face ao passar do tempo e da vida malvada!









Xutos no Campo Pequeno: casa cheia para 'Circo de Feras'
Data: 09-12-2007
Apesar de percorrerem o país de lés a lés, os Xutos & Pontapés são das poucas bandas portuguesas que conseguem encher recintos cujo espaço é muitas vezes reservado a atracções internacionais. Os fãs respondem ao chamamento como se de uma litúrgia se tratasse, mostrando a fidelidade aos veteranos do rock português que completam em 2009 trinta anos de existência. Esta noite também foi de celebração, neste caso do 20º aniversário do álbum "Circo de Feras", um dos mais emblemáticos da carreira do grupo, de onde saíram clássicos como o tema título, 'Não Sou o Único, 'Contentores ou 'Vida Malvada'. Todos eles foram recordados no espectáculo deste Sábado, no Campo Pequeno - o primeiro de três naquele espaço - perante uma sala praticamente esgotada.
Tal como já havia sido anunciado, para assinalar o aniversário do disco a banda preparou uma produção cénica especial envolvendo performances de circo e não só. Um grupo de percussão e malabarismo, vestido com uma indumentária de tribo urbano-futurista, deu ínicio ao concerto, emergindo do fosso da passadeira que dava ligação ao palco principal. Pouco depois entrariam os Xutos, com capas de ilusionistas e secundados por um ecrã que cobria o cenário por detrás da banda e outros, mais pequenos, suspensos, onde se foi reproduzindo um cuidadoso jogo de imagens, na sua maioria especialmente concebidas para o efeito e para ilustrar cada canção que ia sendo interpretada. A introdução musical seria feita ao som de uma versão instrumental de 'Circo de Feras', a que se seguiria 'Sai Pr'a Rua', a primeira a ser entoada no formato original. 'Não sou o Único' inaugurou a apresentação das coreografias quase sempre tanto mais notadas quanto menos familiares fossem as músicas, já que para estas a entrega das atenções era por inteiro para a banda e para comunhão coral da assistência. Se em 'Desemprego' o desempenho artístico de um dos acrobatas num pilar cativou as atenções e os aplausos do público, que mostrava assim o seu agrado pelo conceito do espectáculo, 'Barcos Gregos' a primeira a evocar outros álbuns foi repetida a plenos pulmões. O regresso a "Circo de Feras" fez-se ao som de 'Vida Malvada' onde à presença do saxofone de Gui se notou a companhia de outra saxofonista que acompanhou a banda ao longo de todo o concerto. 'Sou Bom' deu a saída para o intervalo, anunciado nos próprios ecrãs do cenário, cujo final seria marcado com a entrada de um coro de gospel, em 'Pêndulo' e que continuaria com a banda em 'Estupidez' até um dos momentos mais belos do espectáculo, protagonizado apenas por um solo de João Cabeleira e uma acrobata balançando-se suspensa em cordas. Com 'Esta Cidade' regressaram os restantes elementos e os coros do público, que se estenderiam ao formato acústico entretanto desenhado no topo da plataforma, que levou a banda até mais perto dos fãs. 'N' América' terminou com a "vénia" e a ovação da assistência, que os Xutos retribuiram com 'Homem do Leme', na versão acústica que a converteu em hino e num cenário agora enriquecido com malabaristas manuseando archotes em chama e cículos de fogo no palco. Assim se faria a ponte para os dois ginastas do trampolim ajudarem a repor, com a sua magnífica coreografia, a energia, em projecções psicadélicas, de 'Contentores'. Já em conjunto com os artistas convidados ao longo da noite, a aguardada 'Circo de Feras' daria por encerrada a comemoração, não fosse o encore trazer mais duas, das antigas: 'Para ti Maria' e a tradicional canção de fecho, 'A Minha Casinha'.
Se o conceito de espectáculo com grande produção é parte do vocabulário de muitos grupos internacionais há muito tempo, em Portugal as bandas começam agora a olhar com maior atenção para essa expressão do seu trabalho. E, à dimensão do país, os Xutos mostraram esta noite no Campo Pequeno que estão na dianteira, tal como estiveram em 1979, na cena rock portuguesa.
Ana Tomás
Foto: Mário Guilherme
In Cotonete

Melancia e Companhia









Há os que sempre foram vermelhos por dentro e por fora e há os melancia (como diz a minha amiga Carla). Aqui está a prova de que falam, falam, mas o Benfica é que é!



Cirque du Soleil







Foi um Delirium, é facto. Era tanto o que se passava em palco que os nossos dois olhinhos não chegavam para abarcar tudo. Muito interessante a sobreposição de imagens, o jogo entre o virtual e o real, as imagens a contracenarem com os artistas presentes em palco. Porém, esperava mais para além dos efeitos especiais, quem sabe mais artes circenses, um pouco mais do factor humano... Demasiado dispendioso, apesar do aparato. Fez-me lembrar (saudosamente) os magníficos Arts Sauts.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Feliz!

A propósito do Centro Comercial Alegro:
A Sara saiu-se com esta um destes dias: "Ó mãe, quando é que vamos ao Feliz?"
E pronto, já foi rebaptizado. Agora é o C. C. Feliz para os amigos.

Loucura!

Em menos de um mês abriram várias superfícies comerciais na minha zona. A juntar ao Jumbo, Continente, Conforama, IKEA, Decathlon, Makro, Staples, Seaside e outros que não me lembro (móveis e afins), juntam-se agora o Centro Comercial Alegro, o Media Markt (tenho sempre a sensação de que falta algo neste nome, como a letrinha e entre o k e o t...) e a Moviflor. É a loucura total!... O consumo desenfreado, a romaria aos fins-de-semana e as filas intermináveis. É que, apesar de achar positiva toda esta oferta, o movimento aumentou consideravelmente e é impossível ir para aqueles lados em determinadas horas ou dias. No dia de abertura da Moviflor, as filas de trânsito prolongaram-se dia fora, só porque anunciavam a oferta de 200 TVs aos primeiros clientes... Oh ganância lusa! De certeza que até faltaram ao trabalho ou meteram dias de férias.
É habitual encontrar condutores perdidos que procuram o IKEA. Agora talvez fosse boa ideia montarem um posto de turismo (comercial) para enviar todas estas pessoas para a confusão. Ou então basta dizer: "Olhe, meta-se naquela fila e tenha paciência..."
Apesar dos pesares, fico feliz por ter toda esta oferta à minha volta, mesmo que nem sempre tenha tempo (e $) para andar nestas voltas, a verdade é que é bom saber que tenho tudo a 2 minutos de casa. Gosto do Alegro, embora seja modesto comparativamente ao Colombo, por exemplo, mas tem várias das minhas lojas preferidas, quer para mim quer para as miúdas, tem a Fnac, restaurantes interessantes (comida saudável como a Go Natural ou um Vegetariano) e a fast-food habitual. Além do mais vai ter 10 salas de cinema!
Haja tempo e dinheiro!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Enchanted - Uma História de Encantar


A Sara queria muito ir ver este filme e lá foi com o pai. Gostou muito e achou muito engraçado o conceito dos bonecos passarem a ser pessoas reais. E não faltaram as pipocas. Ah, parece que também mete um dragão...

Dragões da Disney




Que orgulho! Uma das séries preferidas das minhas filhas é o American Dragon - Jake Long, que é um miúdo sino-americano (mãe chinesa, pai americano) que herdou da família materna a capacidade de se transformar em dragão e defender o mundo das criaturas maléficas. É divertida, tem acção e muitos seres mágicos. Pelo meio, surgem os problemas típicos dos adolescentes. Confesso que, sempre que posso, tento ver. Uma das frase preferidas da Lara: DRAGÃO JÁ!


Disney Store Lisboa

A Disney Store Acabou de abrir e já é um sucesso. No fim-de-semana que passou, ainda a loja cheirava a novo, e já estava à pinha, gente pequena de boca aberta, gente grande de boca aberta, pequenos e grandes em êxtase de espanto e encanto. Parece exagero? Mas não é.
A Disney Store é a primeira loja da marca que abre em Portugal e está carregada de fantasia. Não são só os brinquedos de sempre, como o Mickey, a Minnie, o Pluto. Nem são só os brinquedos de hoje, como o Faísca McQueen ou as novíssimas personagens do filme Uma História de Encantar. A loja tem isso tudo mas também tem roupa, tem DVDs, tem acessórios, tem... chocolates. Ou seja, tem tudo o que uma criança pode desejar.
Mas a própria decoração do espaço remete para um universo fantástico. A fachada muda de cor e é cintilante, o chão brilha, os topos das prateleiras reluzem, há uma torre que passa filmes a toda a volta, ou seja, são 360º de imagens projectadas.
Abriu na sexta-feira, dia 23, e no fim-de-semana já era difícil caminhar lá dentro. Gente grande e gente pequena olhava tudo como se tivesse entrado noutra dimensão. Este Natal já há mais um sítio onde torrar o subsídio. Faça um favor a si mesmo. Antes de entrar, respire fundo.
BrinquedosDisney StoreCentro Comercial Colombo, Lj 32-36
Sónia Morais Santos in http://timeout.sapo.pt/, 27 de Novembro de 2007

Já passei por lá, por coincidência no dia de inauguração, e confesso que fiquei extasiada. Somos transportados para o Reino da Fantasia onde nem sequer falta merchandise do Nightmare Before Christmas (não resisti...).

Bolo de Chocolate


É assim em dia de Bolo de Chocolate - o preferido e muito solicitado - que se lambe e se saboreia antes e depois de cozido!

Rufus no Coliseu

Rufus brilha em Lisboa
Quase três horas de concerto em que Rufus mostrou ser um «one man show».
2007/11/07 por Rita Ferreira (in www.musica.iol.pt)


Pode tê-lo inspirado o passeio por Belém e a ida ao Museu dos Coches onde se sentiu «such a little princess». Mas talvez Rufus Wainwright seja mesmo assim. Um portento em palco, uma voz cristalina, um sentido de humor inatacável.
Ele avisou que estava ali a fazer um show. E cumpriu a promessa. Durante quase três horas, com um intervalo pelo meio, que as estrelas também precisam de recarregar baterias.
O espectáculo abriu com o tema que dá o título ao mais recente trabalho, «Release the Stars», para seguir directamente para uma das músicas mais ouvidas do disco, «Going to a Town». Rufus com um fato às riscas cor-de-rosa choque, cheio de brilhantes, sentou-se depois ao piano para fazer o que chamou de «recap». O Coliseu sem gente nos camarotes ainda ensaiou acompanhá-lo em «Cigarettes and Chocolate Milk», mas depressa se fez silêncio completo. Porque a voz de Rufus enche qualquer sala e importante mesmo é ouvi-lo cantar.
«Art Teacher» arrancou longos aplausos. Depois veio o intervalo. Rufus apareceu vestido com um tradicional fato austríaco. De calções de veludo e meias pelo joelho. Cantou «Tiergarten», comparou Lisboa a Paris - «é bonita na mesma, mas não parece programada». E depois levou o público para o meio das suas pernas. «Between my legs» acabou com a professora de yoga no palco, porque em Lisboa ninguém se candidatou a fazer a parte falada da música. Mas havia mais. Muito mais.
A certa altura Rufus afastou-se do microfone e cantou mesmo assim, sem altifalantes, uma música celta. Toda a gente ouviu. E aplaudiu de pé.
Depois Rufus foi-se embora. Mas voltou. De roupão branco. Cantou Judy Garland e, com a mãe ao piano, fez uma portentosa interpretação de «Somewhere Over the Rainbow». Poderia pedir-se mais? Talvez sim. Quase a bater as três horas de concerto, Rufus sentou-se numa cadeira mesmo na beirinha do palco. Pôs um anel de brilhantes, uns brincos, pintou os lábios de vermelho e calçou uns sapatos de salto alto. O número de cabaret foi hilariante e mostrou o sentido de humor do escritor de canções, que conseguiu brincar com a sua homossexualidade assumida. É verdade... Disse ele que estava disponível. Just in case...

E depois do concerto, juntaram-se os 3 à esquina e a noite prolongou-se até às tantas... (foto emprestada do Já cheiro o samádhi).

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Byblos


Byblos, a maior livraria do país
A maior livraria de Portugal vai abrir as suas portas a 6 de Dezembro, em Lisboa, na zona das Amoreiras. Com 3300 m2 só de área comercial (mais 700 de serviços administrativos) e um catálogo de 150 mil títulos disponíveis, a Byblos representa um sonho antigo de Américo Areal, até há pouco dono e editor da ASA. Uma livraria de fundo editorial, que quer ser a «primeira livraria inteligente» no nosso país e ter disponível a totalidade do catálogo das chancelas nacionais. O JL revela o que vai ser este novo (e único) espaçoFalta apenas um mês para a inauguração.No entanto, uma grande zona em obras pouco deixa adivinhar o que aí vem. O espaço, com uma área bruta de 4000 m2, divide-se por dois andares. Ainda cheira a tinta, madeira, cimento. Um olhar mais atento permite vislumbrar estantes vazias, por entre o pó, os coriscos decorrentes da soldadura, o estuque e as várias dezenas de trabalhadores que por ali circulam. E são estas estantes o único indicador do que vai nascer nesta imensidão. Será (de longe) a maior livraria do país. Um sonho antigo, com mais de uma década, que Américo Areal nunca abandonou. Criar, de raiz, uma livraria, onde o leitor pudesse encontrar qualquer título, que reunisse os fundos de catálogo das editoras portuguesas. E onde, acima de tudo, se sentisse bem confortável. Aliás, conforto é a palavra de ordem na Byblos, que inaugura a 6 de Dezembro, se tudo correr como planeado. Mesmo a tempo do Natal, ponto alto da venda de livros em Portugal.Contudo é impossível não questionar. Num país onde os índices de leitura são baixos, e no qual um estudo recente revela que mais de metade da população não comprou nenhum livro no ano anterior, como fazer vingar uma estrutura desta dimensão? Como assumir um risco de elevado valor monetário? Américo Areal sorri. É um sonho, afinal. E acredita que o mercado do livro é lucrativo, apesar das queixas constantes de muitos que trabalham no sector ou não fosse ele o anterior dono da ASA, uma das maiores editoras do nosso país. É, pois, por experiência própria, que sabe que o mercado do livro pode, efectivamente, ser rentável. Desde que bem analisado, com uma ideia cimentada na experiência e no conhecimento do ramo. Acima de tudo nota-se o seu orgulho enquanto nos mostra o espaço. Ou as projecções em 3D, de como este ficará. Assim o permite a tecnologia nos dias que correm. «Diga lá, está bonito ou não está? Diga que sim!», exalta-se quando deixamos passar um pormenor de que gosta especialmente, como um candeeiro. Ou um sofá, acabado de chegar, onde nos pede para sentar. «Preciso que alguém me diga se é ou não confortável. Então?», questiona na expectativa. É confortável, sim. Mas, se não o fosse, nunca o admitiríamos. Seria, no mínimo, cruel arrasar todo o entusiasmo patente na voz e no semblante.
Um espaço high-tec
Orgulho, pois. E não é para menos. Para além da magnitude do espaço, do detalhe cuidado da arquitectura (projecto do gabinete alemão, Kreftbrübach, especializado em conceber espaços para livrarias), e dos muitos títulos que aí estarão disponíveis, esta será uma livraria high-tec. Dada a enormidade do lugar, e a variedade de obras oferecidas, foi criado um sistema, «único no mundo», que permitirá ao utente encontrar rapidamente o livro que deseja. Se, por um lado, cada livro terá o seu lugar específico em estantes devidamente numeradas, por outro, através de um chip colocado em cada exemplar, será possível encontrá-lo por GPS, caso esteja fora do sítio. Para tal, basta aceder a um dos vários plasmas sensíveis ao toque, que estarão dispostos pela livraria. Ao digitar o nome da obra o computador indica onde esta se encontra. E, para aqueles a quem a tecnologia ainda não conquistou, serão muitos os empregados disponíveis para ajudar. Todos terão um equipamento que, sincronizado com o chip dos livros, lhes indica quais estão fora de sítio, para que os possam repor na devida estante. Mas a tecnologia não se fica por aqui. Uma vez que é difícil, se não impossível, expor 150 mil títulos, existe um armazém para guardar os livros com menos rotatividade. Mas o leitor pode aceder-lhes facilmente, através de uma estante em vidro. Basta escrever num ecrã o título da obra desejada, que um sistema robotizado a trará ao próprio. Através da estante. Tecnologia, então. Sim. Mas escondida. Apenas presente para ajudar e tornar a experiência da livraria o mais cómoda possível.Porque o objectivo é tornar a ida à Byblos «uma experiência.» Ou seja, não se deseja que o público vá à loja apenas para comprar um, dois, três ou 50 livros, mas também para usufruir do local e do que este pode proporcionar. Para tal, criaram-se várias zonas dentro da livraria, dirigidas a públicos diferentes. Por um lado, cada estilo literário terá o seu espaço distinto. Por outro, há uma zona dedicada aos mais novos, com um barco gigante, onde as crianças podem ficar a ler e no qual decorrerão, pontualmente, sessões de leitura. E, à semelhança de outras livrarias, poder-se-á contar com uma cafetaria, que servirá desde bebidas a refeições ligeiras. E zonas com vários sofás onde cada um se poderá sentar a ler.Mas, e apesar de se dedicar especialmente aos livros, há também outros produtos na Byblos. Assim, estarão também disponíveis para o consumidor CDS e DVDS, bem como artigos de papelaria de alguma forma relacionados com os livros e a cultura, e uma secção de revistas, onde se poderão encontrar várias publicações especializadas.Há ainda um recanto, mais vocacionado para um público adolescente, onde se podem jogar videojogos. Mas é na agenda cultural que Américo Areal diz querer apostar forte. Para tal, foi criado um auditório, com capacidade para 100 pessoas sentadas. Aqui o objectivo passa por promover todo o tipo de actividades culturais, desde lançamentos de livros, a concertos ou provas de vinhos. Este espaço é «muito importante», na medida em que faz com que as pessoas tenham vontade de se deslocar à livraria, por saberem que alguma coisa estará a acontecer. E que será sempre «interessante e inovador.» Aliás, hoje este projecto caracteriza-se e distingue-se no contexto nacional pela inovação. Não há igual em Portugal. Mas Américo Areal sabe que é apenas uma questão de tempo. Por isso não tenciona descansar à sombra das conquistas feitas. Até porque, como diz, parar é morrer. Ou, pelo menos, morrer mais cedo. E longa vida é o que se deseja a esta livraria. Porque os livros nunca são demais. Mesmo que não os possamos ler todos. Como disse uma vez Almada Negreiros: «Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.Deve haver certamente outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estarei perdido.» E não tinha entrado na Byblos, com os seus 150 mil títulos.
Rita Freire, publicado na edição de 4 a 20 de Novembro do JL, sobre a Byblos

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Recuar no tempo





Voltei a olhar para as fotografias que tenho de organizar (são muitas!...) e reparei que não assinalei aqui os aniversários das minhas filhotas... É verdade que já passou algum tempo, mas os bons momentos são sempre para recordar. O dia de aniversário da Sara (30 de Julho), no WindClub, foi, sem dúvida, o dia mais quente do ano. Família e amigos cantaram os parabéns pelos 6 anos desta princesa!


No aniversário da Lara (9 de Setembro), demos um saltinho ao Algarve e fomos ao Zoo Marine. Curioso, pois foi também aqui que celebrámos os 3 aninhos da Sara.

Bugs Bunny On Ice


Desta vez, coube ao Armando levar as filhotas a mais um evento. Ao que parece, estas personagens dizem mais à nossa geração do que às gerações actuais. Ainda alguém se lembra do Speedy Gonzalez?

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

What European City Do You Belong In?




You Belong in Dublin



Friendly and down to earth, you want to enjoy Europe without snobbery or pretensions.

You're the perfect person to go wild on a pub crawl... or enjoy a quiet bike ride through the old part of town.



Obrigada, Mawalien no Já cheiro o samádhi

sábado, 6 de outubro de 2007

Dexter: Season 2 Coming in September

Maravilhoso!

Dexter: Serial Killer by Night

A minha nova série de culto! Não vou usar todos os adjectivos e ideias que tenho em mente, estes vídeos falam por si.

Os Talismãs

Já foi anunciada a data de edição da tradução portuguesa do último Harry Potter, cujo título é Harry Potter e os Talismãs da Morte. Aguardava com alguma expectativa pois estava curiosa como iriam traduzir o título que, na minha opinião, é dos mais difíceis de traduzir de sempre. Eu apostava em "relíquias", mas na verdade, gostei muito da opção editorial. Só para se ter uma ideia desta dificuldade, deixo aqui este texto exemplificativo das complicações da palavra "hallow", mesmo para os nativos de língua inglesa.

hallow
Hallow is a word usually used as a verb, meaning "to make holy or sacred, to sanctify or consecrate, to venerate". The adjective form hallowed, as used in The Lord's Prayer, means holy, consecrated, sacred, or revered.
(…)
In current usage
In modern English usage, the noun hallow appears mostly in compounds in Halloween and Hallowmas. Halloween (or Hallowe'en) is a shortened form of All Hallow Even, meaning "All Hallows' Eve" or "All Saints' Eve". Hallowmas, the day after Halloween, is shortened from Hallows' mass, and is also known as "All Hallows' Day" or "All Saints' Day".
Hallows can refer to saints, the relics (including remains) of the saints, the relics of gods, or shrines in which relics are kept. Since the essence of these saints or gods were often considered present at their shrines and in their relics, hallows came to refer to the saints or gods themselves, rather than just their relics or shrines. Because of these various usage possibilities, the hallowed (sacred) hallows (relics) of a hallowed (holy) hallow (saint) might be stored in a hallowed (consecrated) hallow (shrine).
(…)
In literature
In J. R. R. Tolkien's tale The Lord of the Rings, the kings and stewards of Gondor were laid to rest in tombs in "the Hallows" of Rath Dínen (the Silent Street) in the city of Minas Tirith as described in The Return of the King.
Harry Potter and the Deathly Hallows is the seventh and final book in J.K. Rowling's Harry Potter series, due for release on July 21, 2007. Rowling has declined to state what "Deathly Hallows" means, saying it "would give away too much of the story". Following the difficulties experienced by the book's translators in adapting to the title to their own language, the Swedish interpreters announced that Rowling had offered the alternate title Harry Potter and the Relics of Death, which in Swedish is rendered as Harry Potter och dödsrelikerna.
In Wikipedia

domingo, 30 de setembro de 2007

Dia Internacional do Tradutor - International Translation Day

Today is the International Translation Day (30th September, the saint's day of St. Jerome, patron saint of all translators)!
This holiday was established in 1953 by FIT (International Federation of Translators).
Saint Jerome is best known as the translator of the Bible from Greek and Hebrew into Latin.
History of themes of the international translation day:
1991 - No official theme
1992 - Translation - the vital link
1993 - Translation, a pervasive presence
1994 - The many facets of translation
1995 - Translation, a key to development
1998 - Good translation practices
1996 - Translators and Copyright
1997 - Translating in the Right Direction
1998 - Good Translation Practices
1999 - Translation - Transition
2000 - Technology serving the needs of translation
2001 - Translation and ethics
2002 - Translators as agents of social change
2003 - Translators' rights
2004 - Translation, underpinning multilingualism and cultural diversity
2005 - Translation and Human Rights
2006 - Many Languages – One Profession

The theme of International Translation Day 2007 is "Don't Shoot The Messenger!". The International Federation of Translators' choice of the theme for the day is intented to draw attention to the hazards faced by translators, and also by those who believe that professional language services are unnecessary option. As the press-release says, "language professions are becoming increasingly dangerous. There are parts of the world where translators and interpreters literally risk death simply by doing their job. Some 261 translators died in Iraq in 2006, and more in Afghanistan. Translation is a risky business. Translators and interpreters bear an enormous responsibility in carrying messages between languages and cultures, and problems getting the word across can spell disaster on all sides. For without such experts - translators, interpreters, terminologists - our globalised world would be an uncomprehending place indeed."

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

As mulheres portuguesas deixam todos de olhos em bico!


As nossas estrelinhas continuam a brilhar por esse mundo fora e a mostrar que a mulher portuguesa não se mede aos palmos! Na China ou entre chineses, elas são de ouro e de prata!

Os Lobos, outra vez

Lobos enfrentam o mais difícil dos desafios
Alma até Toulouse
A selecção portuguesa volta a mostrar garra contra a Nova Zelândia, embora perdendo por 108-13. O objectivo maior - não deixar o adversário marcar mais de 100 pontos - chegou a estar à vista, sendo atingidos os secundários que era jogar e marcar pelo menos um ensaio.
Rui Cardoso (textos), Jorge Simão (fotos)
19:20 Sábado, 15 de Set de 2007

Antes do jogo com a Nova Zelândia corria nos bastidores da comitiva portuguesa a seguinte piada: no fim do jogo é que eles vão perceber o verdadeiro significado de "all blacks": é todos negros de tanta pancada. Não foi exactamente assim. Os portugueses mostraram um bom nível físico e registaram tantas lesões como os seus opositores: uma para cada lado, obrigando, às substituições de Marcelo d Orey (tendão de aquiles) e Brendon Leonard.
De resto, quer nos jogos de preparação que antecederam o Mundial, quer na partida de abertura com a Escócia, a regra foram as lesões contrárias e a excepção das portuguesas. Mesmo assim, um jogo contra os melhores do mundo deixa sempre marcas, conforme reconheceu no final, o seleccionador nacional, Tomaz Morais: "Há pequenas lesões a recuperar até ao jogo com a Itália. Vamos rodar e gerir o plantel, de forma a estarmos na máxima força em Toulouse, contra a Roménia (dia 25)". Se o corpo inspira relativamente poucas preocupações, a alma, essa recomenda-se. No final, os jogadores deram a volta ao estádio, aplaudidos de pé pelos numerosos portugueses mas, também, pelos restantes espectadores. Houve "terceira parte" no balneário, ou seja, beberam-se umas cervejas e trocaram-se camisolas com os adversários e dois responsáveis do torneio, incluindo Sid Miller, presidente da federação mundial (IRB), foram lá abaixo felicitar os portugueses. Mesmo assim, no final do encontro o talonador, João Correia, não estava totalmente satisfeito: "Ficámos aquém de um dos nossos objectivos, o de perder por menos de cem pontos. E errámos nas placagens, consentido alguns ensaios fáceis".
O médio de abertura, Gonçalo Malheiro, autor do pontapé de ressalto (drop) de que resultaram os primeiros três pontos contra a Nova Zelândia da história do râguebi português (e também deste Mundial), estava, naturalmente, contente e só espera "voltar a poder defrontá-los". Para ele, "o hino foi novamente fantástico e o haka um momento único". Mas o mais requisitado pelos jornalistas estrangeiros foi o pilar, Rui Cordeiro, autor do único ensaio português, logo no recomeço da segunda parte. Foi um lance em esforço, confuso, em cima da linha de fundo e com muita gente envolvida, com o árbitro a demorar quase dois minutos a validar o lance. "Eu nunca tive dúvidas de que o ensaio era válido", dizia sorridente aos media franceses e anglo-saxónicos. Que nunca mais o largaram quando souberam que era veterinário de profissão e atleta nas horas livres. Uma última palavra para a eficiência do médio de abertura, Duarte Cardoso Pinto, que converteu com sucesso o ensaio português (de um ângulo difícil e com muito vento) e um pontapé livre de muito longe, adicionando, assim, três pontos ao resultado luso.
Tal como contra a Escócia, o 16º jogador, ou seja, o público esteve em pleno. Imaginação parece ser coisa que não falta aos fãs portugueses. Surgiram chapéus figurando cabeças peludas de lobos cheias de dentes e cartazes com os dizeres mais diversos. Um grupo franco-português ostentava vários cartões bilingues com mimos tais como "o fado é mais bonito que a haka" ou "até os comemos". Tudo o que fosse verde e vermelho, servia para compor a vestimenta, incluindo os barretes de campino. Desta vez os apoiantes de alguns dos jogadores traziam adereços específicos. Os de Rui Cordeiro batiam os restantes aos pontos, com leitões de peluche na cabeça, figurando os bichos com que o seu ídolo costuma lidar no matadouro.
Na falange de apoio que fez a festa à entrada do estádio, destacavam-se os familiares dos jogadores, nomeadamente o clã Uva, e a equipa de râguebi feminino do Benfica. Esta, chegou ao requinte de elevar uma das jogadoras no ar, como se estivessem a saltar para uma "touche". Entreabrindo aos leitores os bastidores da reportagem seguiu-se o seguinte diálogo:
- Nem sabia que havia raparigas a jogar râguebi...
- Há, pois há. E nós fomos campeãs nacionais!
Catarina Ferreira, capitã da equipa do Glorioso, era mais que contida nos objectivos para o jogo: "Marcar um ensaio e sofrer o menos pontos possível". Só? "É que eles não são humanos. Cada perna deles chega-me à altura do peito". Mas concordava "a 101%" com a declaração do pilar André Silva aos jornais franceses: "C est une petite équipe avec un grand coeur" (somos uma equipa pequena mas com um grande coração). Voltando à temática do râguebi no feminino, ficou a saber-se que na Nova Zelândia, até a selecção de mulheres é temível. "Não sei se não ganhavam à nossa selecção", dizia Filipa Jales, também atleta do Benfica, logo depois rindo-se e corrigindo: "Não escreva isso, senão o Tomaz fica furioso comigo..."
Tal como numa boa refeição, o prato mais saboroso ficou guardado para o fim: no final do jogo, numa brincadeira entre suplentes das duas equipas, houve um mini-desafio de futebol. Aí, os Lobos não deram hipóteses aos All Blacks: arrumaram-nos por 3-1...
In: http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/117483







sábado, 15 de setembro de 2007

Fizeram-lhes frente! Valentes!!!

Harry Potter a dobrar


Finalmente consegui ir ver o último filme do Harry Potter: Harry Potter and the Order of the Phoenix, e mais uma vez, saí com a sensação de que tinha visto flashes do livro. O essencial está presente, mas em duas horas muitas personagens ficam por desenvolver, muitas situações por esclarecer.
Simultaneamente, estou a ler a derradeira aventura, Harry Potter and the Deathly Hallows, mas com a minha crónica falta de tempo as 600 páginas vão demorar um pouco a terminar.


Ratinho cozinheiro


Mais um momento bem passado em família! Adorámos!

Les Arts Sauts

Enriquecimento cultural




Fomos todos ver os Les Arts Sauts com o espectáculo "Ola-Kala" numa tenda-globo nas traseiras do CCB. Devo dizer que vi poesia no ar, nunca imaginei que se pudesse fazer trapézio "cruzado"(não sei se é o termo correcto): em vez de se lançarem para a frente, a meio, em pleno ar, fazem uma viragem brusca à esquerda ou à direita para o outro trapézio/trapezista! Esquemas a várias alturas, coreografias estonteantes... Uma relação estreita com a música e as luzes. Os músicos estavam "suspensos", lá no alto. Maravilhoso! Resta-me referir que nunca estive tão confortável num espectáculo: as cadeiras colocadas à volta da "arena" eram espreguiçadeiras e estávamos literalmente deitados a olhar para cima, o que faz todo o sentido! Sendo que este foi um dos últimos espectáculos desta companhia, fico feliz por ter testemunhado esta linda combinação de artes e artistas.


"O momento do jogo"

Mundial de Rugby


No dia em que a noss selecção enfrenta a poderosa Nova Zelândia, recordo aqui o dia em que estes rapazes mostraram a garra, a alma e a força da prole de Viriato. Apesar de não perceber o jogo e não sendo apreciadora, emocionei-me ao ver o hino cantado com tanto sentimento. Vamos ver a reacção perante a Haka! Deixo aqui este artigo do Expresso que exprime o que senti e que está maravilhosamente escrito:


Mundial de Râguebi
Esplendor na relva
Rui Cardoso, enviado a França


O momento do jogo? Foi quando cantámos o hino!" Foi nestes termos que Vasco Uva, capitão da equipa portuguesa e que acabara de ser nomeado melhor jogador em campo, resumiu o encontro de abertura, domingo à tarde, onde a selecção, embora perdendo com a Escócia por 56-10, "deixou a pele no campo". Num país onde o melhor que se pode esperar para um jogo de râguebi são mil espectadores, ter um estádio com 35 mil pessoas, quase metade das quais a cantar "A Portuguesa" a plenos pulmões, é um momento único.
"Tudo o que se gritava da bancada, nós ouvíamos lá em baixo. E isso deu-nos sempre muita força", explicava no fim do jogo, o pilar, Rui Cordeiro. Aliás, gritava-se tanto "que nem sempre conseguíamos usar os nossos códigos para as jogadas porque não nos ouvíamos bem uns aos outros", sublinhava, à saída do estádio, o ponta, Pedro Carvalho, ainda sorridente com o feito de ter marcado o primeiro ensaio da selecção lusa numa fase final do mundial.
Portugueses a apoiar a selecção foi coisa que não faltou. Se, nas noites que antecederam o jogo, o essencial da animação no centro de Saint Étienne, da praça Jean Jaurés à estação e à praça Chavanelle, coube à comunidade portuguesa local (cerca de três mil pessoas), no domingo a falange de apoio engrossou a olhos vistos, com muitos milhares de portugueses a convergirem para o estádio Geoffroy Guichard. Estratégias para a viagem havia muitas: ir e vir em voos "low cost" para Genebra ou para Lyon; ou andar o tempo todo atrás da equipa, recorrendo aos mais diversos truques, desde os jogadores do Belas que vão acampando onde podem, até grupos de fãs muito jovens que se deslocam de "roulotte" puxada penosamente por um carro "que não passa dos 100 km/h". Toda esta gente está, de perto ou de longe, ligada ao râguebi. São antigos, actuais, ou futuros jogadores e suas famílias, formando clãs que não existem em nenhuma outra modalidade. "Você tem que perceber uma coisa", explicava um dos elementos de um grupo que integrava gente de todas as idades, de Agronomia e do Belenenses, fardado a rigor, com camisolas vermelhas e barretes de campino. "Enquanto o futebol é um jogo de cavalheiros jogado por cavalgaduras, o râguebi é um jogo de brutos jogado por cavalheiros". É por isso, concluía ele, "que os meus filhos andam lá, porque é uma escola de princípios".
Para a comunidade portuguesa local, este tipo de considerações era relativamente irrelevante. Estavam ali para apoiar Portugal, fosse em futebol, em râguebi ou noutra coisa qualquer. Enquanto os recém-chegados estavam equipados e pintados a rigor, muitos, à evidência, vindos de Cascais, da Foz do Douro, ou do Restelo, os locais passeavam-se de fato de treino do Benfica ou de camisolas da selecção de futebol e trocavam impressões em francês fluente, entrecortado por um ou outro palavrão sonante e distintamente pronunciado que tirava quaisquer dúvidas sobre a nacionalidade respectiva.
Cá fora, a "guerra" com os escoceses foi sempre amigável. Se os antigos gauleses só temiam que o céu desabasse sobre eles, os descendentes dos indómitos clãs das Highlands não mostram medo a ninguém e o seu único terror é que a cerveja seque nos barris. Um grupo de apoiantes lusos, integrado sobretudo por familiares de jogadores, "nacionalizou" uma banda francesa e improvisou a festa na entrada principal do estádio. Mas os escoceses não tardaram em contra-atacar, desfilando atrás de um grupo fardado a rigor, com "kilts" e capas, e tocando "Scotland the Brave", com as gaitas-de-foles e tambores naquele timbre inconfundível, que faz arrepiar até o mais indiferente. Para os emigrantes, as saias dos escoceses eram motívio de fascínio. Um destes, jovem e já bem bebido, resolveu levantar a ponta de um "kilt" para ver se era verdade o que constava. Um traseiro peludo, exposto aos aplausos da multidão, provou que a tradição ainda é o que era. Um vizinho escocês, mais calmeirão, emborcando a milésima cerveja, perguntava aos circunstantes apontando para o seu próprio "kilt": "Do you want to see some more"? (que é como quem diz, querem ver mais disto...)
No interior do estádio, o ambiente era extraordinário. Tão efusivo como num grande jogo de futebol mas sem agressividade nem provocação. Nem seriam precisas as instruções da federação internacional para ninguém assobiar o hino contrário, nem, muito menos, os adversários ou os árbitro. E, aos 28 minutos, quando Pedro Carvalho consegue, em esforço, furar a linha defensiva contrária e passar a linha de fundo, marcando os primeiros cinco pontos para Portugal, todo o estádio aplaudiu de pé. Duarte Cardoso Pinto converteu e voltaria a converter um livre aos postes mais tarde, consolidando os dez pontos lusos. Tão deslumbrados ficaram os portugueses, que consentiram, logo a seguir, um ensaio aos contrários. A segunda parte deveria ter sido jogada ao som da Heróica de Beethoven, pois os portugueses lutaram de igual para igual durante 17 minutos e Carvalho voltou a pontuar numa arrancada fabulosa, depois invalidada por fora-de-jogo. Foi a única altura em que se ouviu uma assobiadela monumental ao árbitro, prontamente dissuadida pelos adeptos mais profissionais que explicavam aos exaltados que "no râguebi respeita-se toda a gente, árbitro incluído...". Depois, foi a quebra física, com os escoceses, onde se destacava o magnífico Rory Lamont, a marcarem mais 28 pontos sem resposta.
No final, os jogadores dos dois lados aplaudiram-se e os portugueses ainda com forças para isso foram aos dois topos do estádio agradecer os aplausos e ser abraçados pelos adeptos. Orgulhosos dos seus compatriotas, um grupo de apoiantes jovens exibia um cartaz em inglês, explicando que se tratava de uma verdadeira equipa profissional: o nº 1 é veterinário, o nº 2 empresário, o nº 7 publicitário, etc, etc. Na conferência de imprensa, o seleccionador Tomaz Morais explicou que, "perante o adversário mais forte de sempre", Portugal tinha feito, "o melhor jogo de todos os tempos".
À noite, na praça Jean Jaurés, um escocês, fardado a rigor, dizia ao jornalista do Expresso. "They played very well. You should be proud of them" (que é como quem diz, "grande equipa, bem se podem orgulhar deles"). A multidão de diversas nacionalidades que fazia a festa por ali não podia estar mais de acordo.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

domingo, 29 de julho de 2007

Killer Panda Toys




Descobri estas coisas fofas! Tenho uma série e as restantes estão na minha 'wish list'.