domingo, 30 de setembro de 2007

Dia Internacional do Tradutor - International Translation Day

Today is the International Translation Day (30th September, the saint's day of St. Jerome, patron saint of all translators)!
This holiday was established in 1953 by FIT (International Federation of Translators).
Saint Jerome is best known as the translator of the Bible from Greek and Hebrew into Latin.
History of themes of the international translation day:
1991 - No official theme
1992 - Translation - the vital link
1993 - Translation, a pervasive presence
1994 - The many facets of translation
1995 - Translation, a key to development
1998 - Good translation practices
1996 - Translators and Copyright
1997 - Translating in the Right Direction
1998 - Good Translation Practices
1999 - Translation - Transition
2000 - Technology serving the needs of translation
2001 - Translation and ethics
2002 - Translators as agents of social change
2003 - Translators' rights
2004 - Translation, underpinning multilingualism and cultural diversity
2005 - Translation and Human Rights
2006 - Many Languages – One Profession

The theme of International Translation Day 2007 is "Don't Shoot The Messenger!". The International Federation of Translators' choice of the theme for the day is intented to draw attention to the hazards faced by translators, and also by those who believe that professional language services are unnecessary option. As the press-release says, "language professions are becoming increasingly dangerous. There are parts of the world where translators and interpreters literally risk death simply by doing their job. Some 261 translators died in Iraq in 2006, and more in Afghanistan. Translation is a risky business. Translators and interpreters bear an enormous responsibility in carrying messages between languages and cultures, and problems getting the word across can spell disaster on all sides. For without such experts - translators, interpreters, terminologists - our globalised world would be an uncomprehending place indeed."

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

As mulheres portuguesas deixam todos de olhos em bico!


As nossas estrelinhas continuam a brilhar por esse mundo fora e a mostrar que a mulher portuguesa não se mede aos palmos! Na China ou entre chineses, elas são de ouro e de prata!

Os Lobos, outra vez

Lobos enfrentam o mais difícil dos desafios
Alma até Toulouse
A selecção portuguesa volta a mostrar garra contra a Nova Zelândia, embora perdendo por 108-13. O objectivo maior - não deixar o adversário marcar mais de 100 pontos - chegou a estar à vista, sendo atingidos os secundários que era jogar e marcar pelo menos um ensaio.
Rui Cardoso (textos), Jorge Simão (fotos)
19:20 Sábado, 15 de Set de 2007

Antes do jogo com a Nova Zelândia corria nos bastidores da comitiva portuguesa a seguinte piada: no fim do jogo é que eles vão perceber o verdadeiro significado de "all blacks": é todos negros de tanta pancada. Não foi exactamente assim. Os portugueses mostraram um bom nível físico e registaram tantas lesões como os seus opositores: uma para cada lado, obrigando, às substituições de Marcelo d Orey (tendão de aquiles) e Brendon Leonard.
De resto, quer nos jogos de preparação que antecederam o Mundial, quer na partida de abertura com a Escócia, a regra foram as lesões contrárias e a excepção das portuguesas. Mesmo assim, um jogo contra os melhores do mundo deixa sempre marcas, conforme reconheceu no final, o seleccionador nacional, Tomaz Morais: "Há pequenas lesões a recuperar até ao jogo com a Itália. Vamos rodar e gerir o plantel, de forma a estarmos na máxima força em Toulouse, contra a Roménia (dia 25)". Se o corpo inspira relativamente poucas preocupações, a alma, essa recomenda-se. No final, os jogadores deram a volta ao estádio, aplaudidos de pé pelos numerosos portugueses mas, também, pelos restantes espectadores. Houve "terceira parte" no balneário, ou seja, beberam-se umas cervejas e trocaram-se camisolas com os adversários e dois responsáveis do torneio, incluindo Sid Miller, presidente da federação mundial (IRB), foram lá abaixo felicitar os portugueses. Mesmo assim, no final do encontro o talonador, João Correia, não estava totalmente satisfeito: "Ficámos aquém de um dos nossos objectivos, o de perder por menos de cem pontos. E errámos nas placagens, consentido alguns ensaios fáceis".
O médio de abertura, Gonçalo Malheiro, autor do pontapé de ressalto (drop) de que resultaram os primeiros três pontos contra a Nova Zelândia da história do râguebi português (e também deste Mundial), estava, naturalmente, contente e só espera "voltar a poder defrontá-los". Para ele, "o hino foi novamente fantástico e o haka um momento único". Mas o mais requisitado pelos jornalistas estrangeiros foi o pilar, Rui Cordeiro, autor do único ensaio português, logo no recomeço da segunda parte. Foi um lance em esforço, confuso, em cima da linha de fundo e com muita gente envolvida, com o árbitro a demorar quase dois minutos a validar o lance. "Eu nunca tive dúvidas de que o ensaio era válido", dizia sorridente aos media franceses e anglo-saxónicos. Que nunca mais o largaram quando souberam que era veterinário de profissão e atleta nas horas livres. Uma última palavra para a eficiência do médio de abertura, Duarte Cardoso Pinto, que converteu com sucesso o ensaio português (de um ângulo difícil e com muito vento) e um pontapé livre de muito longe, adicionando, assim, três pontos ao resultado luso.
Tal como contra a Escócia, o 16º jogador, ou seja, o público esteve em pleno. Imaginação parece ser coisa que não falta aos fãs portugueses. Surgiram chapéus figurando cabeças peludas de lobos cheias de dentes e cartazes com os dizeres mais diversos. Um grupo franco-português ostentava vários cartões bilingues com mimos tais como "o fado é mais bonito que a haka" ou "até os comemos". Tudo o que fosse verde e vermelho, servia para compor a vestimenta, incluindo os barretes de campino. Desta vez os apoiantes de alguns dos jogadores traziam adereços específicos. Os de Rui Cordeiro batiam os restantes aos pontos, com leitões de peluche na cabeça, figurando os bichos com que o seu ídolo costuma lidar no matadouro.
Na falange de apoio que fez a festa à entrada do estádio, destacavam-se os familiares dos jogadores, nomeadamente o clã Uva, e a equipa de râguebi feminino do Benfica. Esta, chegou ao requinte de elevar uma das jogadoras no ar, como se estivessem a saltar para uma "touche". Entreabrindo aos leitores os bastidores da reportagem seguiu-se o seguinte diálogo:
- Nem sabia que havia raparigas a jogar râguebi...
- Há, pois há. E nós fomos campeãs nacionais!
Catarina Ferreira, capitã da equipa do Glorioso, era mais que contida nos objectivos para o jogo: "Marcar um ensaio e sofrer o menos pontos possível". Só? "É que eles não são humanos. Cada perna deles chega-me à altura do peito". Mas concordava "a 101%" com a declaração do pilar André Silva aos jornais franceses: "C est une petite équipe avec un grand coeur" (somos uma equipa pequena mas com um grande coração). Voltando à temática do râguebi no feminino, ficou a saber-se que na Nova Zelândia, até a selecção de mulheres é temível. "Não sei se não ganhavam à nossa selecção", dizia Filipa Jales, também atleta do Benfica, logo depois rindo-se e corrigindo: "Não escreva isso, senão o Tomaz fica furioso comigo..."
Tal como numa boa refeição, o prato mais saboroso ficou guardado para o fim: no final do jogo, numa brincadeira entre suplentes das duas equipas, houve um mini-desafio de futebol. Aí, os Lobos não deram hipóteses aos All Blacks: arrumaram-nos por 3-1...
In: http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/117483







sábado, 15 de setembro de 2007

Fizeram-lhes frente! Valentes!!!

Harry Potter a dobrar


Finalmente consegui ir ver o último filme do Harry Potter: Harry Potter and the Order of the Phoenix, e mais uma vez, saí com a sensação de que tinha visto flashes do livro. O essencial está presente, mas em duas horas muitas personagens ficam por desenvolver, muitas situações por esclarecer.
Simultaneamente, estou a ler a derradeira aventura, Harry Potter and the Deathly Hallows, mas com a minha crónica falta de tempo as 600 páginas vão demorar um pouco a terminar.


Ratinho cozinheiro


Mais um momento bem passado em família! Adorámos!

Les Arts Sauts

Enriquecimento cultural




Fomos todos ver os Les Arts Sauts com o espectáculo "Ola-Kala" numa tenda-globo nas traseiras do CCB. Devo dizer que vi poesia no ar, nunca imaginei que se pudesse fazer trapézio "cruzado"(não sei se é o termo correcto): em vez de se lançarem para a frente, a meio, em pleno ar, fazem uma viragem brusca à esquerda ou à direita para o outro trapézio/trapezista! Esquemas a várias alturas, coreografias estonteantes... Uma relação estreita com a música e as luzes. Os músicos estavam "suspensos", lá no alto. Maravilhoso! Resta-me referir que nunca estive tão confortável num espectáculo: as cadeiras colocadas à volta da "arena" eram espreguiçadeiras e estávamos literalmente deitados a olhar para cima, o que faz todo o sentido! Sendo que este foi um dos últimos espectáculos desta companhia, fico feliz por ter testemunhado esta linda combinação de artes e artistas.


"O momento do jogo"

Mundial de Rugby


No dia em que a noss selecção enfrenta a poderosa Nova Zelândia, recordo aqui o dia em que estes rapazes mostraram a garra, a alma e a força da prole de Viriato. Apesar de não perceber o jogo e não sendo apreciadora, emocionei-me ao ver o hino cantado com tanto sentimento. Vamos ver a reacção perante a Haka! Deixo aqui este artigo do Expresso que exprime o que senti e que está maravilhosamente escrito:


Mundial de Râguebi
Esplendor na relva
Rui Cardoso, enviado a França


O momento do jogo? Foi quando cantámos o hino!" Foi nestes termos que Vasco Uva, capitão da equipa portuguesa e que acabara de ser nomeado melhor jogador em campo, resumiu o encontro de abertura, domingo à tarde, onde a selecção, embora perdendo com a Escócia por 56-10, "deixou a pele no campo". Num país onde o melhor que se pode esperar para um jogo de râguebi são mil espectadores, ter um estádio com 35 mil pessoas, quase metade das quais a cantar "A Portuguesa" a plenos pulmões, é um momento único.
"Tudo o que se gritava da bancada, nós ouvíamos lá em baixo. E isso deu-nos sempre muita força", explicava no fim do jogo, o pilar, Rui Cordeiro. Aliás, gritava-se tanto "que nem sempre conseguíamos usar os nossos códigos para as jogadas porque não nos ouvíamos bem uns aos outros", sublinhava, à saída do estádio, o ponta, Pedro Carvalho, ainda sorridente com o feito de ter marcado o primeiro ensaio da selecção lusa numa fase final do mundial.
Portugueses a apoiar a selecção foi coisa que não faltou. Se, nas noites que antecederam o jogo, o essencial da animação no centro de Saint Étienne, da praça Jean Jaurés à estação e à praça Chavanelle, coube à comunidade portuguesa local (cerca de três mil pessoas), no domingo a falange de apoio engrossou a olhos vistos, com muitos milhares de portugueses a convergirem para o estádio Geoffroy Guichard. Estratégias para a viagem havia muitas: ir e vir em voos "low cost" para Genebra ou para Lyon; ou andar o tempo todo atrás da equipa, recorrendo aos mais diversos truques, desde os jogadores do Belas que vão acampando onde podem, até grupos de fãs muito jovens que se deslocam de "roulotte" puxada penosamente por um carro "que não passa dos 100 km/h". Toda esta gente está, de perto ou de longe, ligada ao râguebi. São antigos, actuais, ou futuros jogadores e suas famílias, formando clãs que não existem em nenhuma outra modalidade. "Você tem que perceber uma coisa", explicava um dos elementos de um grupo que integrava gente de todas as idades, de Agronomia e do Belenenses, fardado a rigor, com camisolas vermelhas e barretes de campino. "Enquanto o futebol é um jogo de cavalheiros jogado por cavalgaduras, o râguebi é um jogo de brutos jogado por cavalheiros". É por isso, concluía ele, "que os meus filhos andam lá, porque é uma escola de princípios".
Para a comunidade portuguesa local, este tipo de considerações era relativamente irrelevante. Estavam ali para apoiar Portugal, fosse em futebol, em râguebi ou noutra coisa qualquer. Enquanto os recém-chegados estavam equipados e pintados a rigor, muitos, à evidência, vindos de Cascais, da Foz do Douro, ou do Restelo, os locais passeavam-se de fato de treino do Benfica ou de camisolas da selecção de futebol e trocavam impressões em francês fluente, entrecortado por um ou outro palavrão sonante e distintamente pronunciado que tirava quaisquer dúvidas sobre a nacionalidade respectiva.
Cá fora, a "guerra" com os escoceses foi sempre amigável. Se os antigos gauleses só temiam que o céu desabasse sobre eles, os descendentes dos indómitos clãs das Highlands não mostram medo a ninguém e o seu único terror é que a cerveja seque nos barris. Um grupo de apoiantes lusos, integrado sobretudo por familiares de jogadores, "nacionalizou" uma banda francesa e improvisou a festa na entrada principal do estádio. Mas os escoceses não tardaram em contra-atacar, desfilando atrás de um grupo fardado a rigor, com "kilts" e capas, e tocando "Scotland the Brave", com as gaitas-de-foles e tambores naquele timbre inconfundível, que faz arrepiar até o mais indiferente. Para os emigrantes, as saias dos escoceses eram motívio de fascínio. Um destes, jovem e já bem bebido, resolveu levantar a ponta de um "kilt" para ver se era verdade o que constava. Um traseiro peludo, exposto aos aplausos da multidão, provou que a tradição ainda é o que era. Um vizinho escocês, mais calmeirão, emborcando a milésima cerveja, perguntava aos circunstantes apontando para o seu próprio "kilt": "Do you want to see some more"? (que é como quem diz, querem ver mais disto...)
No interior do estádio, o ambiente era extraordinário. Tão efusivo como num grande jogo de futebol mas sem agressividade nem provocação. Nem seriam precisas as instruções da federação internacional para ninguém assobiar o hino contrário, nem, muito menos, os adversários ou os árbitro. E, aos 28 minutos, quando Pedro Carvalho consegue, em esforço, furar a linha defensiva contrária e passar a linha de fundo, marcando os primeiros cinco pontos para Portugal, todo o estádio aplaudiu de pé. Duarte Cardoso Pinto converteu e voltaria a converter um livre aos postes mais tarde, consolidando os dez pontos lusos. Tão deslumbrados ficaram os portugueses, que consentiram, logo a seguir, um ensaio aos contrários. A segunda parte deveria ter sido jogada ao som da Heróica de Beethoven, pois os portugueses lutaram de igual para igual durante 17 minutos e Carvalho voltou a pontuar numa arrancada fabulosa, depois invalidada por fora-de-jogo. Foi a única altura em que se ouviu uma assobiadela monumental ao árbitro, prontamente dissuadida pelos adeptos mais profissionais que explicavam aos exaltados que "no râguebi respeita-se toda a gente, árbitro incluído...". Depois, foi a quebra física, com os escoceses, onde se destacava o magnífico Rory Lamont, a marcarem mais 28 pontos sem resposta.
No final, os jogadores dos dois lados aplaudiram-se e os portugueses ainda com forças para isso foram aos dois topos do estádio agradecer os aplausos e ser abraçados pelos adeptos. Orgulhosos dos seus compatriotas, um grupo de apoiantes jovens exibia um cartaz em inglês, explicando que se tratava de uma verdadeira equipa profissional: o nº 1 é veterinário, o nº 2 empresário, o nº 7 publicitário, etc, etc. Na conferência de imprensa, o seleccionador Tomaz Morais explicou que, "perante o adversário mais forte de sempre", Portugal tinha feito, "o melhor jogo de todos os tempos".
À noite, na praça Jean Jaurés, um escocês, fardado a rigor, dizia ao jornalista do Expresso. "They played very well. You should be proud of them" (que é como quem diz, "grande equipa, bem se podem orgulhar deles"). A multidão de diversas nacionalidades que fazia a festa por ali não podia estar mais de acordo.