quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Direitos do Homem

A propósito da comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Sara trouxe ontem para casa um poema que a turma declamou na escola. À noite, substituiu a "bedtime story".

AS MÃOS
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre

2 comentários:

Veronica Electronica disse...

A Renata tinha este poema no livro dela, ainda em revisão, sobre Mudrás (Gestos reflexológicos feitos com as mãos).
Um dia, vai ser publicado... :)

Poison Ivy disse...

Que coincidência bonita...